O envelhecimento humano é um processo complexo, dinâmico e progressivo, no qual há alterações morfológicas, fisiológicas, bioquímicas e psicológicas, que determinam perda gradual da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos que terminam a levá-lo a morte. (CARVALHO Filho 2007).

O fenômeno do envelhecimento e a conquista da longevidade também atingem a pessoa com deficiência. Segundo Fonseca (2013) o aumento da expectativa de vida da pessoa com deficiência intelectual é um tema instigante e que merece atenção dos profissionais voltados ao estudo do envelhecimento. Ainda que os benefícios trazidos pela biomedicina tenham aumentado a sua longevidade, com frequência essas pessoas passam por comorbidades e aceleração do processo de envelhecer. O processo de envelhecimento além dos aspectos biológicos inclui dimensões psicológicas, culturais e sociais.

Oferecer e programar serviços especializados de atenção à saúde e a educação de pessoas envelhecente com deficiência intelectual, bem como apoio necessário à família cuidadora, ainda é um desafio para as políticas públicas, especialmente nas áreas da gerontologia, saúde e educação.

Buscar atendimento adequado e satisfatório para essa população com deficiência intelectual envelhecente é uma difícil tarefa. São poucas as instituições que se propõem a esse tipo de atendimento com uma equipe multiprofissional qualificada. O que já acontece com frequência nas Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE), sendo ela reconhecida como uma grande instituição que presta serviços a esta clientela.

Lisiane C.S. Bonatelli

Pedagoga, Coord. Pedagógica da APAE Florianópolis