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Saiba como funciona o PediaSuit

O Protocolo PediaSuit baseia sua intervenção em modalidade terapêutica diferenciada, onde o paciente é atendido por fisioterapia intensiva. Associada à intensidade da terapia, é utilizada a órtese corporal PediaSuit e o recurso da Spider (Gaiola).

Spider (Gaiola): usada para treinar a criança, aumentando a capacidade de isolar os movimentos desejados e fortalecer os grupos musculares responsáveis por movimentos específicos.

Benefícios:

SPIDER: permite ganho de amplitude de movimento, ganho de força muscular, flexibilidade das articulações, resistência, equilíbrio, coordenação e a melhora das competências funcionais. 

Suit (Vestimenta): Macacão Terapêutico Ortopédico + Sistema de Bandas Elásticas ajustáveis.

Benefícios:

SUIT: Proporciona  uma melhora da postura e consequentemente melhora dos movimentos, alinhando o corpo o mais próximo do normal, desempenhando um papel crucial na normalização do tônus muscular, do sistema vestibular e de funções sensoriais.

O protocolo é indicado em casos de  atraso no desenvolvimento;  paralisia cerebral; ataxia; atetose; espasticidade (aumento do tônus muscular); hipotonia (baixo tônus muscular); Lesão Cerebral Traumática; pós acidente vascular cerebral (AVC); dentre outros.

E segue algumas contra-indicações, como luxação do quadril de 20 a 33%; atividades convulsivas descontroladas; “hidrocefalia” (com derivação shunt); espasticidade severa combinada com contraturas articulares; miopatias; escoliose superior a 25 graus; osteoporose;  pós-operatório; “traqueostomia e/ou tubo gastrointestinal”;  problema renal; hipertensão e diabetes descontroladas, dentre outros.

A liberação para o atendimento é realizada após a avaliação fisioterapêutica e terapêutica ocupacional, considerando os critérios de inclusão e exclusão.

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WiiReabilitação

Acredita-se que a utilização da realidade virtual possa ser bastante eficaz na reabilitação de crianças com alterações neurológicas e com transtornos no desenvolvimento, pois possibilita a inter-relação de uma atividade lúdica com os princípios da (re) habilitação físico-funcional. A realidade virtual oferece oportunidades de vivência em diversas situações e de maneira individualizada; encoraja a participação ativa do paciente, mesmo com incapacidade física e/ou cognitiva; propicia um ambiente motivador para a aprendizagem e facilita o estudo das características das habilidades e capacidades perceptuais e motoras do paciente.

Outro aspecto de grande importância na (re) habilitação promovida pela realidade virtual é a possibilidade de um feedback imediato por parte do sujeito, ou seja, ao interagir com o mundo virtual, obtém respostas imediatas da eficiência de suas ações, o que possibilita que exija o máximo de si, estimulando o cérebro/cerebelo para que façam as correções necessárias para um bom desempenho.

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Dentre os jogos eletrônicos, fala-se do Nintendo Wii e do Xbox 360 Kinect que são consoles que inovaram o mercado com um paradigma de interação diferenciado, trazendo uma nova forma de jogar. Os aparelhos captam os movimentos realizados pelo usuário (eixos vertical, eixo horizontal esquerda-direita, rotação horizontal), os interpreta e depois transporta para o jogo.

Os consoles exigem que o paciente execute movimentos similares às atividades praticadas nas sessões de Terapia Ocupacional. Estes novos recursos têm se mostrado eficazes em diversas áreas da reabilitação, apresentando progressos incontestáveis que, por meio de estímulos conseguidos pelo esforço para executar bem as ‘jogadas’, incentivam a atividade cerebral que induz adaptações positivas como: fortalecimento muscular, melhoria na capacidade de concentração, equilíbrio e coordenação motora e, consequentemente, uma recuperação gradativa da dinâmica de movimentos.

O sucesso do Wii e do Xbox 360 Kinect como instrumento de reabilitação instigou a curiosidade científica. Hoje uma das descobertas a respeito de seus efeitos é a de que, a partir dos desafios por eles criados, há uma extraordinária estimulação cerebral, onde o cérebro é estimulado a criar células nervosas que ajudam a reestruturar áreas lesadas (neuroplasticidade). Outra característica importante na utilização deste novo recurso terapêutico é a capacidade de melhorar a adesão e o envolvimento dos pacientes no processo de tratamento. A realidade virtual oferecida nos jogos proporciona variadas oportunidades e motivação para atividades de lazer.

Assim, a Reabilitação com realidade virtual (GAMETERAPIA) tem se mostrado eficiente, pois a utilização dos jogos virtuais requer movimentos sensíveis e precisos, semelhantes às realizadas nas atividades de vida diária (AVD`S). Os exercícios com os jogos tornam as atividades funcionais mais seguras, reais e potencializam as funções motoras, sensoriais e cognitivas.

Na APAE de Florianópolis a Gameterapia é realizada pelo setor de Terapia Ocupacional em intervenções individuais e grupais, com alunos com deficiência intelectual, motora e com Transtorno de Espectro Autista, tendo como objetivos a manutenção e/ou melhora dos componentes de desempenho ocupacional (sensório-motor e cognitivos); estimular habilidades de comunicação e interação social; incentivar tomada de decisões, estabelecimento de estratégias de solução de problemas e promover a independência e autonomia na realização das Atividades de Vida Diária (AVDs), Instrumentais de Vida Diária (AIVDs), trabalho e lazer.

 

Setor de Terapia Ocupacional:

Aline Cristina L. Moncau – CREFITO 10/ 9736-TO

Danielle Isis Makcemiuk- CREFITO 10/12807-TO

Rafael F. Borges – CREFITO 10/12205 – TO

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Linguagem e Fonoaudiologia

Foto 2O fonoaudiólogo é o profissional habilitado para identificar, diagnosticar e tratar indivíduos com distúrbios da comunicação oral e escrita, voz e audição. Entretanto, nesse processo, é fundamental a participação de outros profissionais como: pediatras, educadores, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, entre outros.

O setor de fonoaudiologia da APAE de Florianópolis atua com a prevenção, habilitação e reabilitação dos aspectos que envolvFoto3em a linguagem. Os atendimentos ocorrem em forma de grupos e individuais, bem como através de orientações, objetivando amenizar e/ou tratar as alterações relacionadas à comunicação humana.
A linguagem corresponde a uma das habilidades mais especiais e significativas dos seres humanos, envolve o desenvolvimento de quatro sistemas interdependentes: o pragmático, que se refere ao uso comunicativo da linguagem num contexto social; o fonológico, envolvendo a percepção e a produção de sons para formar palavras; o semântico, respeitando as palavras e seu significado; e o gramatical, compreendendo as regras sintáticas e morfológicas para combinar palavras em frases compreensíveis. No desenvolvimento da linguagem, duas fases podem ser reconhecidas: a pré-linguística, em que são vocalizados apenas fonemas (sem palavras) – até aos 11-12 meses de idade; e, posteriormente, a fase linguística, momento em que a criança começa a falar palavras isoladas com compreensão. Para que haja uma comunicação proficiente da linguagem, é necessário que o cognitivo esteja preservado, caso contrário, em alguns casos o cérebro possui capacidades de potencializar suas funções, bem como adaptar-se realizando novas sinapses com outros neurônios (plasticidade neural). Dessa forma, o ambiente familiar e social em que se está inserido, se torna de suma importância. O fator social do desenvolvimento do ser humano proporciona inúmeras interações que podem vir a gerar conflitos cognitivos, podendo auxiliar na plasticidade neural e no desenvolvimento de forma em geral. Por isso, é fundamental que o individuo esteja inserido em um ambiente rico em estimulação para que se possa aumentar seu potencial cognitivo desde o seu nascimento. Acreditando então que a família desenvolve um papel importantíssimo durante o processo de desenvolvimento da linguagem é que ressaltamos a participação dos pais e cuidadores neste processo. Vale salientar que os indivíduos são diferentes, e apresentam um desenvolvimento distinto. Todos devem ter suas capacidades e limites respeitados, visando sempre ao máximo do desenvolvimento cognitivo e da linguagem.

Orientações:

Estas orientações podem otimizar o desempenho nas áreas de linguagem e habilidades cognitivas, levando em consideração a idade e condição de cada individuo.

  • Trabalhar com conceitos básicos (funções básicas de linguagem ex: cor, forma, tamanho, espessura, etc.);
  • Aproveitar situações de vida diária;
  • Exemplo: você está sentindo frio ou calor coloque a folha em cima da mesa;
  • Ser paciente, esperar a resposta do indivíduo, não responder por ele;
  • Caso observe trocas na fala evite corrigir e sim mostrar o padrão correto;
  • Não falar errado, pois reforça o erro;
  • Evitar falar no diminutivo: comidinha, casinha…. Prejudica a inteligibilidade da palavra;
  • Cantar cantigas de roda (linguagem automática);
  • Trabalhar com diversas gravuras, jogos, músicas; relacionando-as às dificuldades fonêmicas.

 

Texto elaborado pelos profissionais do setor de Fonoaudiologia da APAE/Florianópolis*
*Adriano S. Hazan CRFa 8099/SC
Carla Naline Silveira CRFa 10018/SC
Francieli A. Oliveira CRFa 9808/PR
Kethelin C. Costa Coutinho CRFa 6976/SC
Maria Fernanda Beirão Cabrera CRFa 10656/SC