Maíra Antonello Rasia
Enfermeira Apae Florianópolis

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Foi realizado na Apae de Florianópolis, oficinas de primeiros socorros e prevenção de acidentes com educandos das turmas de educação profissional (57 educandos), distribuídos em quatro turmas, com idade média de 17 anos. As oficinas foram realizadas por turma para proporcionar melhor concentração em pequeno grupo.

Ao total ocorreram quatro oficinas de primeiros socorros e de prevenção de acidentes, denominadas: “SOS fique alerta: prevenindo doenças e evitando acidentes”. Cada oficina compôs-se de dois temas, sendo respectivamente: desmaio e atropelamento; choque elétrico e queimadura; afogamento e engasgo; picada de animal peçonhento e sangramento nasal. Esses temas foram escolhidos devido a maior preocupação, demanda e facilidade de compreensão pelos educandos. As oficinas aconteciam no período matutino, com média 50 minutos de duração, sendo ministradas pela enfermeira da instituição. Os conteúdos eram ensinados por meio da associação: teoria e prática. Assim foi realizado demonstrações para que o educando tivesse oportunidade de executar atividades em bonecos ou simulação em seus colegas.

Nas oficinas foram utilizados recortes com confecção de cartazes; desenhos e pintura de material; teatro e demonstração em material didático (filmes e imagens em Power point). No final das oficinas, foi confeccionado por alguns educandos de cada turma, um cartaz abordando todos os temas das oficinas, para ser exposto na festa da família realizada na própria instituição, onde inclusive são expostos outros trabalhos realizados pelos educandos. Muitas vezes, o primeiro atendimento em situações de emergência é realizado pela população leiga que se encontra próximo à vítima ou ao local do acidente, assim acredita-se que o conhecimento básico destes educandos é necessário para oferecer o atendimento.

Além da prevenção espera-se um reconhecimento e possível auxílio em uma situação de emergência. Essas atividades possibilitaram o conhecimento de educandos de uma instituição de educação especial, sobre o tema abordado visando a primordialmente a prevenção e uma básica e primordial compreensão de primeiros socorros.

Ministrar cursos de primeiros socorros para educandos especiais pode ser um meio importante de contribuir para o decréscimo dos índices de morbimortalidade decorrentes de acidentes. Esta prática aprofunda o caráter interativo e proporciona o direito e o respeito às diferenças. É importante analisar o conhecimento prévio dos educandos, quanto à prevenção e aos primeiros socorros, uma vez que a maioria já teve alguma informação, certa ou errada sobre a maneira de proceder em casos de acidentes mais comuns em seu dia a dia. Estratégias como a dramatização o e teatro de fantoches foram mais eficazes do que exposição dialogada e demonstrações.

Chamo a atenção para a observação dos alunos sobre o quanto ensinar na prática é ainda a melhor estratégia. Os educandos com necessidades educativas especiais em sua maioria não recebem informação e conhecimento específicos para a prática de primeiros socorros. A educação é o principal alicerce da vida social e tem uma clara tarefa em relação à diversidade humana. Assim o ensino de medidas iniciais de emergência como prática educativa em saúde deve ser amplamente disponibilizado e democratizado nas unidades escolares como forma de reduzir as vulnerabilidades desta população.

As atividades desenvolvidas nas oficinas propiciaram a formação de sujeitos com conhecimento e pratica acerca do tema, e, dentro de sua capacidade, enfrentar situações complexas em seu cotidiano.